sexta-feira, 18 de julho de 2014

No último diz 31 de março de 2014, a Fiocruz estabeleceu, por meio da portaria do MS/n. 938, a sua Política de Acesso Aberto. De forma pioneira e inédita a Fiocruz pode ser considerada a primeira instituição brasileira à definir e implantar uma Política de Acesso Aberto, de forma correta e em conformidade com as inicitiavas propostas pela BOAI, visto que, no bojo desta portaria, os autores envolvidos em projetos de pesquisa da Fiocruz, são estimulados a autodepositarem os resultados de suas pesquisas publicadas em revistas científicas, no Repositório Institucional ARCA, cuja gestão ficará à cargo de um Comitê Gestor, que será coordenado pela unidade Instituto de Comunicação e Informação Científia e Tecnológica  em Saúde (ICICT), que terá uma coordenação técnica e e uma equipe executiva responsável pelo RI ARCA.
Enfim, pelo teor da portaria que criou  a referida política, a Fiocruz segue de forma fiel e responsável as determinações do BOAI, inclusive, definindo de forma clara, os mecanismos de publicação dos resultados das pesquisas empreendidas por pesquisadores e técnicos daquela instituição. Um aspecto importante definida na referida portaria diz respeito à questão do autoarquivamento que, ao contrário de outras iniciativas brasileiras, ficará à cargo dos pesquisadores com o conseqüente acompanhamento por parte de técnicos de informação daquela instituição.
Muitos dos leitores deste blog, certamente, serão impactados pela consideração que fiz a esta ação, uma vez que a considerei pioneira e inédita. Assim, faz-se necessária uma explicação. A minha observação se fez necessária, visto que, os pouquíssimos repositórios institucionais brasileiros determinam que o depósito no respectivo repositório institucional seja realizado pelas bibliotecas ou técnicos das bibliotecas e não pelo pesquisador. Ao contrário, a Fiocruz determinou em sua Política de Acesso Aberto, que os pesquisadores façam o autodepósito e não o setor de informação ou bibliotecas da Fiocruz, esse pequeno detalhe fez a diferença. Se os leitores observarem a declaração BOAI, verificarão que assa declaração fala em sua estratégia primeira (I) em autodepósito e não em depósitos por parte das bibliotecas. Portanto, a responsabilidade pelo depósito é, antes de tudo, uma tarefa do pesquisador.
Diante da leitura atenciosa da referida portaria, tudo indica que houve um estudo e intensa discussão da referida política. De nossa parte, resta-nos desejar muito sucesso na implantação do referido repositório e, obviamente, da referida política. À Fiocruz e aos seus técnicos, especialmente, aqueles da área de informação, os cumprimentos, desejando sucesso, deste blog e deste blogueiro pelo excelente trabalho desenvolvido.
A publicação deste post está um tanto quanto atrasada, visto que, essa notícia me foi comunicada em meados do mês de junho, mês que está sendo concluído nesta semana. Infelizmente, devido ao fato de eu estar em férias, somente hoje tive condições para trabalhar na publicação desta matéria. Mas, antes tarde do que nunca.
(KURAMOTO)
Fronte: http://kuramoto.blog.br/2014/06/29/fiocruz-institui-sua-politica-de-acesso-aberto/

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