segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O temido “apagão” de engenheiros não deve acontecer no Brasil!

Os últimos tempos têm sido difíceis para a engenharia brasileira. Muitas pessoas entravam no curso, mas poucas se formavam, o que gerou uma preocupação por parte da quantidade e qualidade. Houve especulação de que haveria até mesmo um processo de “importação” de engenheiros, assim como foi feito com os médicos através do “Médicos sem Fronteiras”, e um apagão generalizado de engenheiros no nosso país. Contrapondo essas possibilidades, o Ipea divulgou o resultado de três pesquisas que confirmam que esse “apagão” não acontecerá.

O instituto afirma que os cursos de engenharia estão novamente atraindo os alunos que estão cada vez mais empenhados, o que gerará, em pouco tempo, quantidade suficiente para preencher os vazios encontrados no mercado. Os remanescentes dessa época mais fraca serão os engenheiros mais experientes que gerenciarão essa nova geração, algo que falta atualmente.

Luiz Cláudio Costa, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), acredita que estejam no caminho certo para o avanço da educação, embora ainda haja muita coisa a ser feita. Mesmo com as pesquisas que tiram a possibilidade dessa falta de engenheiros, não diminui a necessidade extrema de intensificar o investimento nas faculdades de engenharia, principalmente nas públicas, que sofrem diversas dificuldades de estruturação por falta de recursos.

“Uma proposta de sistematização do debate sobre falta de engenheiros no Brasil” é o nome do texto apresentado por um dos três grupos que apresentaram as pesquisas, que mostra como as oportunidades de estar atuando na engenharia no Brasil estão crescendo. De acordo com eles, há 85% mais disponibilidade de vagas do que há uma década atrás, e o número de profissionais da área aproxima-se de 230 mil. Esse número cresce gradativamente à medida que o número de ingressantes também cresce. No país, para cada 10 mil habitantes, 18,8 ingressam no curso de engenharia. Embora saibamos sobre a forte tendência à desistência nos cursos de engenharia, o número já é considerável bom, tendo como referência a média de 15,3 para cada 10 mil habitantes nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).


O que gera preocupação, na verdade, não é nem a quantidade de engenheiros formados, ou os ingressantes nos cursos, mas sim a qualidade desses novos profissionais, porque a quantidade realmente aumenta, e aumenta rapidamente, mas a qualidade, por vezes, até cai. A verdadeira escassez é por termos qualitativos, e não quantitativos. Isso gera uma falta de pessoas experientes e competentes para liderar projetos e obras, principalmente em alguns locais mais afastados.

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