quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Uma cidade universitária

A cidada de com fama militar por conta da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), já há um bom tempo que Resende também abriga muitos universitários. Eles vêm de todas as partes do estado do Rio e até mesmo de outros lugares para estudar na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) ou ainda em instituições particulares, pela ausência de opções em suas cidades natais. Recheando a região central de repúblicas, essa classe bate ponto religiosamente nos bares locais, fazendo sua alegria ecoar pelas noites e se adaptando, durante o dia, ao jeito resendense de viver. Para Sérgio Bazilio, 26, estudante de engenharia de produção na UERJ, o que mais agrada em sua nova casa é a tranquilidade. “Gosto da qualidade de vida que tenho aqui”, conta ele. Natural de Xerém, distrito de Duque de Caxias e quartel general de Zeca Pagodinho, Sérgio não sentiu dificuldade para entrar no ritmo da cidade, apesar de achá-la pacata demais. “Mas é normal por ser o interior e por abrigar a academia militar”, salienta. Sobre a recepção em sua chegada, ele afirma que tudo correu normalmente. “Não sofri preconceito. Fui muito bem recebido e hoje tenho grandes amigos aqui”. Morando em uma república com mais três colegas, Sérgio diz que suas únicas preocupações têm a ver com a segurança e o trânsito. “A criminalidade vem aumentando em Resende e o tráfego está cada vez mais caótico, com medidas paliativas e não soluções que resolvam definitivamente o problema”, avalia. Sobre o mercado de trabalho na região, o universitário tem uma visão positiva. Na opinião dele, não faltam oportunidades. “Atualmente trabalho na Empresa Junior da faculdade. Mas Resende, de uma forma geral, apresenta uma grande oferta de empregos e estágios em suas fábricas”, conclui.

ESTUDANTES AMAM NATUREZA MAS CRITICAM O TRÂNSITO 

A estudante de economia Carolina Machado David, 23, saiu de Angra dos Reis para estudar na AEDB. Segundo ela, as facilidades de acesso de uma cidade pequena contribuíram para sua escolha. “Além de conhecer e gostar dessa região, não queria fazer faculdade em uma cidade grande, pois acho que perde-se muito tempo no trânsito”, justifica, acrescentando que a familiaridade também pesou a  favor de Resende. “Saí de casa sabendo que iria morar sozinha, e aqui eu tinha certeza de que me sentiria mais segura do que em uma cidade como o Rio de Janeiro, por exemplo”. Amante da natureza, Carolina também gosta de estar perto da serra. “Adoro ir para Mauá e Penedo, que é bem próximo, para desfrutar da paz das cachoeiras desses lugares”. Porém, nem tudo são flores. O que mais incomoda a estudante no município em que resolveu morar, é a falta de planejamento por parte do poder público. “Fico triste de ver a cidade crescendo sem infraestruturaes em cuidado com a população carente. O transporte público não atende a população adequadamente e o trânsito, apesar das mudanças, ainda continua um transtorno”, finaliza


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