sábado, 8 de junho de 2013

Ciência sem Fronteiras oferece até julho 13 mil vagas em nove países

Editais para países como EUA, Finlândia, Alemanha e Japão estão abertos.
Inscrição vai até julho; cinco países têm pelo menos 2.000 vagas previstas.

Os editais atualmente abertos do Programa Ciência sem Fronteiras, que dá bolsas de estudo para universitários fazerem parte do curso em outros países, oferecem, no total, 13.480 vagas em nove países. Participam dos editais para intercâmbio universidades da Alemanha, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, Finlândia, Hungria, Japão e Reino Unido. De acordo com o site do programa, o total de vagas é a soma das bolsas previstas para cada país.
As inscrições podem ser feitas até julho. Para saber os detalhes sobre cada seleção, é preciso observar as informações indicadas nos editais.
O período da viagem dos candidatos sleecionados deve começar em meados de 2014. Poderão participar estudantes de graduação que estejam no período do curso indicado nos editais e tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em qualquer ano após 2009, com nota mínima de 600 pontos.
Além disso, cada edital tem seus próprios requisitos, incluindo notas mínimas em exames de proficiência em idiomas estrangeiros. Por isso, os candidatos devem verificar os detalhes dos editais que serão divulgados na semana que vem no site do programa.
Enem obrigatório gera protestos
Uma nova exigência do governo federal para os estudantes que buscam uma bolsa de estudos no exterior pelo programa Ciência sem Fronteiras gerou protestos de universitários que ingressaram no ensino superior há mais de quatro anos. Os editais que foram lançados nesta semana com as regras para intercâmbio em cinco países, entre eles os Estados Unidos, exigem que o graduando tenha obtido nota igual ou superior a 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em teste realizado após 2009.

Estudantes que ingressaram nas universidades por vestibular e não haviam feito o Enem alegam que serão obrigados a realizar as provas do exame nacional para terem condições de concorrer às bolsas de estudo. Mesmo se submetendo à próxima edição do teste em outubro e obtendo a nota exigida, eles temem não conseguir se classificar, porque é possível que os resultados da edição de 2013 do Enem não tenham sido divulgados a tempo.
Apesar da reclamação, o governo afirmou ao G1 que não pretender voltar atrás na nova regra. Em nota, a coordenação do programa enfatizou que pretende manter as regras previamente anunciadas.
“O governo federal não abre mão do Enem como o principal critério de seleção de candidatos à bolsa de estudo no programa Ciência sem Fronteiras, uma vez que o referido exame não é apenas um indicador de qualidade para o ensino médio, mas também um dos instrumentos de política pública voltado a permitir maior democratização das oportunidades de acesso ao ensino superior”, diz o texto.
O MEC afirmou ainda que o exame também passou a ser utilizado pelas instituições estrangeiras como parâmetro de qualidade para a aceitação e alocação dos estudantes brasileiros em seus cursos.

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