sexta-feira, 17 de maio de 2013

11 comportamentos que fazem a carreira sair dos trilhos

Alguns comportamentos podem até ajudá-lo a atingir o esperado sucesso nacarreira. Mas, estes mesmo traços de personalidade, quando exacerbados por situações limite ou pelo estresse, arrastam os profissionais para o fracasso.
Identificados pelo psicólogo americano Robert Hogan, os chamados “descarriladores de carreira” são tendências de comportamento disfuncional que se revelam quando alguma ameaça é detectada. 
“São características que, em excesso, se transformam em aspectos negativos, e as pessoas não se dão conta de que isso pode ser um risco para o desempenho”, explica Roberto Santos, sócio fundador e diretor do Ateliê RH, distribuidor nacional das ferramentas de avaliação Hogan no Brasil. Confira quais estas 11 tendências comportamentais mapeadas por Hogan e veja se você se reconhece em algumas:
Temperamental
Do céu ao inferno em questão de segundos. Pessoas com este comportamento exacerbado têm na falta de resiliência e na explosão emocional o seu lado sombra. “Tem este aspecto de gritar, de explodir que o mais característico e conhecido no ambiente de trabalho”, diz Santos.
Seu ponto forte é a intensidade. “É aquele cara que todo mundo sabe quando está no escritório, é apaixonado, mas tem esses altos e baixos, num instante está empolgado e no outro já quer lagar tudo”, explica.
Cético
Brilhantes em prever o que pode dar errado ao elaborar um plano estratégico, os céticos conseguem, como ninguém, pensar no pior cenário possível. “O ponto forte é que ele é o oposto do ingênuo, dificilmente vai deixar passar alguma coisa em um contrato, por exemplo”, diz Santos. 
A sua faceta sombria se revela com a desconfiança exagerada e crônica. “É alguém que, quando elogiado, já logo pensa que a pessoa deve estar querendo alguma coisa em troca”, diz Santos.
Cauteloso
Raramente um cauteloso vai ser vítima de uma decisão precipitada. “É uma pessoa que sempre pede mais dados, mais pesquisas, mais relatórios, e acaba retardando a decisão, no fundo, por medo de errar”, diz Santos.
Sensíveis a críticas, o resultado do exagero neste comportamento é a falta de inovação. Cautelosos tendem a repetir sempre a mesma receita de bolo.
Reservado
O mundo pode estar desabando no escritório que o reservado não se deixa abater e não perde o foco. “Quando há a crise ele consegue continuar a olhar para a situação de forma racional e poderia até ajudar a organização usando esta frieza”, diz Santos.
O problema surge quando, sob estresse, ele se isola e se mostra indiferente às expectativas dos outros. “As pessoas vão conversar com ele, e pela falta de tato para lidar com assuntos de ordem emocional, ele destrata, tem fama de fechado”, explica Santos.
Passivo resistente
Não são pessoas que discordam abertamente nem partem para conflito quando alguém pede que façam algo ou mudem sua rotina.
“Só que ele, depois, não vai fazer nada a respeito e não vai corresponder às expectativas”, diz Santos, citando qual é a pior forma deste comportamento.
Arrogante
A energia e o carisma são os pontos fortes. Quem tem este traço de personalidade pode até ser considerado um líder nato. Mas quando a arrogância toma conta, o risco é não aceitar erros e fracassos e impor a sua vontade pela força. Esperar admiração e sucesso em tudo que tocado por eles também faz parte do seu lado sombra.
Ardiloso
A disposição pra se envolver em atividades que evolvam riscos é a característica marcante das pessoas ardilosas. Geralmente com boa capacidade de comunicação e persuasão, estas pessoas podem fazer lobby para atingir seus objetivos. 
“Vão tecendo uma teia, distorcendo informações e usando a capacidade de manipulação para conseguirem o que querem e fazem isso correndo riscos”, explica Santos. Quando descobertos, vão sofrer as consequências da perda de credibilidade.
Melodramático
“É o típico pavão que adora aparecer e ,preocupado demais com os holofotes, nem percebe se a audiência está gostando”, explica Santos. O perfil é adequado para carreiras que demandam alta exposição mas, em excesso, podem ser cansativos por serem péssimos ouvintes, impulsivos e imprevisíveis.
 “Em vendas, por exemplo, é útil mas quando assume uma posição de liderança, na hora de conversar com outros gerentes pode não dar muito certo”, lembra Santos.
Imaginativo
De tanto “pensar fora da caixa”, o risco para os imaginativos é viver fora dela. Ou seja, se a criatividade é seu ponto forte, a incapacidade em levar adiante as ideias é o sintoma sombrio deste comportamento.
 “Além de não continuidade aos projetos, os imaginativos em excesso ficam trazendo novas ideias e não conseguem explica-las para a equipe”, diz Santos.
Perfeccionista
Tem um alto padrão de qualidade pode até ser um ponto forte. Mas, antes de sair disparando para os recrutadores que este é o seu defeito, preste atenção aos riscos que o comportamento perfeccionista traz para a organização. 
O exagero nos mínimos detalhes pode levar à baixa produtividade, de acordo com Santos. “Eles se perdem nos detalhes , querem fazer tudo perfeito, e acabam não entregando os resultados”, diz. Ou seja, não são pessoas que apostem no lema da chefe de operações do Facebook, Sheryl Sandberg: “ Feito é melhor que pefeito”.
Obsequioso
Colocar-se à disposição de colegas e superiores é uma boa forma de fazer aliados no trabalho. Sem demonstrar resistência ou desacordo, tendem ao sucesso. Mas o preço que pagam é serem taxados de puxa-sacos.
Preocupados em agradar a gregos e a troianos, tomar decisões pode ser uma tarefa hercúlea para os obsequiosos, assim como tomar partido em meio à tensão no ambiente.



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