sexta-feira, 19 de abril de 2013

Montadoras movimentam mercado de trabalho no sul do estado do Rio.


A região das Agulhas Negras, no sul do estado do Rio de Janeiro,  já é o segundo polo automotivo do país, atrás apenas do ABC paulista. O posto foi conquistado em menos de duas décadas, a partir de 1996 com a chegada de uma montadora de caminhões. Nos próximos meses, com a ampliação da produção das empresas já instaladas e a chegada de outras duas multinaionais automotivas, terá início um processo de crescimento que deve gerar nos próximos sete anos mais de vinte mil empregos.
A Man Latin América, que nos anos 90 se instalou na região, bateu no início de abril de 2013 a marca de 600 mil caminhões produzidos na unidade de Resende, e um novo parque de fornecedores da empresa está sendo implantado com a previsão de criar 700 empregos já nos próximos meses.
Em Porto Real, desde 2001, está a Peugeot Citroen, que pretende investir R$575 milhões por ano até 2015, para dobrar a capacidade de produção empregando mais 1600 profissionais.
Outras duas montadoras estão se instalando na região: no dia 24 será inaugurada em Itatiaia a primeira unidade da coreana Hyundai fora do continente asiático. Serão 500 empregos diretos para a fabricação de máquinas usadas na construção pesada. Em Resende está o canteiro de obras da fábrica da Nissan, que vai produzir 200 mil veículos por ano.
No entorno da montadora japonesa, um cinturão de empresas fornecedoras deve ampliar ainda mais a oferta de emprego, que segundo a Secretaria de Desenvolvimento do município deve chegar a 20 mil novos postos na região das Agulhas Negras até 2018.
Com o crescimento inevitável e a vocação para receber esse fluxo de pessoas de fora, Resende vive o desafio de se adequar à estimativa que eleva a população em mais 80 mil pessoas, como afirma o prefeito, José Rechuan Júnior. “É praticamente o surgimento de uma nova cidade na região", diz ele.
Para Rechuan, o mais importante nesse momento é capacitar a mão de obra local. Uma escola técnica está sendo montada e vai preparar os moradores de Resende, Itatiaia e Porto Real para a indústria. As unidades do Sesi e da Faetec também estão se reestruturando para aumentar a capacidade de ensino.
Já no nível  do ensino superior, a UERJ vai aumentar no próximo semestre a oferta de vagas para os cursos de engenharia oferecidos no campus Resende, de cem para 400.



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