segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Brasileiras no MIT estudam novo combustível criado a partir de CO2

Cláudia Gai e Amanda Bernardi
 (terceira e quarta, da esq. para a dir.)
(Foto: Cláudia Gai/MIT/Arquivo Pessoal)
Duas cientistas brasileiras integram a equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) que estuda como produzir isobutanol, um álcool que pode substituir ou diminuir o uso da gasolina em automóveis e outros veículos, usando o gás carbônico, um dos responsáveis pelo aquecimento global.

Trabalhando há dois anos com a pesquisa, Cláudia Gai, de 33 anos, está fazendo no MIT o seu segundo pós-doutorado. O primeiro ela fez na França, no Instituto Nacional de Ciências Aplicadas de Toulouse. Para chegar ao isobutanol, ela e os outros cientistas manipularam os genes de uma bactéria encontrada no solo, a Ralstonia eutropha, para que ela fosse capaz de produzir o álcool.

Quando são reduzidas as fontes de nutrientes desta bactéria, ela passa a absorver o CO2 e criar compostos de polímero, um "bioplástico" com características parecidas com o plástico do petróleo. Ao manipular o DNA do micro-organismo, os pesquisadores conseguiram fazer com que ele criasse isobutanol em vez do "bioplástico".

"Um dos motivos para estudar esse combustível [isobutanol] é que é compatível com a gasolina. Ele pode ser usado em motores de carro, inclusive já foram feitos testes", diz Cláudia. Se a pesquisa for bem-sucedida, no futuro a estrutura montada para o uso de gasolina (dutos, bombas, postos de combustível) precisaria de poucas adaptações para receber o álcool, devido à semelhança entre os combustíveis, pondera a pesquisadora.

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