terça-feira, 5 de junho de 2012

Em assembleia, Uerj decide entrar em greve a partir de segunda-feira

Os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram em assembleia nesta terça-feira iniciar greve na próxima segunda. Segundo o sindicato dos docentes, foram 298 professores que assinaram presença na assembleia e quatro foram contra a paralisação - a apuração foi feita por contraste.
Os professores reivindicam dedicação exclusiva, recomposição salarial de 22%, retirada da representação do governo do Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os triênios, regularização da situação trabalhista dos professores substitutos.


Em assembleia, Uerj decide entrar em greve a partir de segunda-feira

 

RIO - Os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (11). A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta terça-feira, no campus do Maracanã, com a participação de cerca de 300 profissionais. A direção da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj) já vinha debatendo a possibilidade de paralisação no segundo semestre, mas o movimento foi antecipado após o governo do estado entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que contesta o pagamento de triênios aos servidores.
Um indicativo de greve já tinha sido aprovado no último dia 30. Os docentes afirmam que estão há 11 anos sem reposição da inflação e as perdas salariais chegam a 60%. Eles reclamam um reajuste imediato de 22% e a criação de um plano de recomposição dos salários. Outra reivindicação diz respeito a implantação do regime de trabalho em dedicação exclusiva. Segundo a Asduerj, a instituição é a única grande do país que ainda não possui a modalidade.
A criação do regime está prevista na Lei estadual 5343/2008, que estabeleceu o atual plano de carreira da Uerj, e poderia ter sido implantada no início deste ano. Em agosto do ano passado, os conselhos superiores da universidade enviaram ao governo o anteprojeto para implantação da dedicação exclusiva. De acordo com o sindicato, o texto está parado na Secretaria de Planejamento e Gestão, que precisa encaminhá-lo para a Assembleia Legislativa (Alerj). A Asduerj também pede a regularização da situação trabalhista dos professores substitutos.

 

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