quarta-feira, 27 de junho de 2012

Assembleias decidem que greves continuam na UFRJ e na Uerj – O Globo

RIO – Em assembleias realizadas nesta segunda-feira, os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram manter as suas respectivas paralisações. Na UFRJ, a greve já dura mais de um mês e a principal reclamação é quanto a falta de propostas do governo federal para tentar encerrar o impasse. Os docentes reivindicam revisão do plano de carreiras com a criação de 13 níveis com acréscimo de 5% a cada dois anos. Além disso, eles pedem o piso salarial de R$ 2.239 para um regime de 20 horas.
Na próxima quinta, eles participam de um protesto que vai ocorrer em diversas instituições federais espalhadas pelo país e na sexta, por volta de 8h, vão fazer um abraço simbólico no prédio do Colégio de Aplicação da UFRJ, na Lagoa, na Zona Sul.
— Diante da falta de propostas do governo, continuaremos mobilizados para buscar a realização de nossas pautas, resumidas em três eixos: salário, carreira e condições de trabalho — disse Mauro Iasi, presidente da Associação de Docentes da UFRJ (Adufrj), lembrando que o Ministério do Planejamento (MPOG) cancelou a reunião de semana passada e ainda não agendou nenhuma outra. Já na Uerj, o clima foi de tensão após sete viaturas da Polícia Militar cercarem o prédio no campus do Maracanã. Os policiais foram à universidade depois de uma denúncia de que a reitoria seria invadida durante uma manifestação para cobrar um posicionamento do comando da instituição em relação à greve. Não houve, contudo, nenhuma invasão e uma assembleia decidiu pela continuação da paralisação, que começou há 15 dias. Os professores reivindicam a revisão do plano de carreiras, reposição salarial, já que estariam há 11 anos sem aumento, e criação da modalidade de dedicação exclusiva.Em audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na semana passada, o secretário estadual de planejamento, Sérgio Ruy Barbosa, se comprometeu apenas a enviar, no início de agosto, a proposta que cria a dedicação exclusiva. No encontro, o secretário não fechou nenhum valor para o reajuste e afirmou que o atual governo já investiu mais no ensino superior do que os anteriores.

26/06/2012 às 08h31m
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