terça-feira, 1 de maio de 2012

A redescoberta da engenharia

Muito se fala sobre profissão do futuro e profissões que ficaram no passado. Nesse contexto, a engenharia perdura e se renova a cada dia. Antes a profissão vista como apenas a arte do bem construir – civil ou mecânico – hoje é imprescindível para a modernização da sociedade, da indústria, do poder público e etc. Cristian Kim, consultor de gestão e carreiras e diretor da regional sul da Business Partners Consulting comenta que mesmo com o crescimento do número de graduados nessa área, a demanda é cada vez maior.
Segundo dados do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada o pais deve formar até 2015 1,099 milhão de engenheiros. Porém, essa força de trabalho só será suficiente se o crescimento do PIB se manter em 3% ao ano. “Levando em consideração esse estudo, mesmo que generalizando a profissão, sabemos que esse será sempre um profissional muito disputado, porém, o que sentimos nos processos seletivos é a distribuição desses engenheiros de forma desigual”, diz Kim. Segundo esse mesmo estudo do IPEA, dos 3,5 engenheiros formados, apenas um está atuando em sua área específica.
Cristian Kim analisa a pesquisa. “Se para um crescimento do PIB de 5% ao ano serão necessários 1,155 milhões de profissionais, temos que considerar ainda os que não atuam em suas áreas ou ocupam cargos administrativos. Conclui-se então que é um setor que se manterá aquecido por vários anos”, diz o consultor. O IPEA reforça essa projeção, quando afirma que a previsão para 2022 aponta 1,565 milhões de engenheiros formados, número suficiente se o PIB manter crescimento de 3% a 5% ao ano.
Importante também é a análise de geração de riqueza de cada engenheiro formado. Se tivéssemos mais engenheiros, teríamos maior crescimento do PIB, o que demandaria ainda mais a formação por esses profissionais.

Fonte:  

Nenhum comentário:

Postar um comentário