quinta-feira, 29 de março de 2012

Cientistas têm última chance de tentar mudar os rumos da Rio+20

Cientistas de diversos países que realizam pesquisas na área ambiental terão, esta semana, a última oportunidade de manifestar seus pontos de vista e questionamentos e tentar influenciar a agenda de discussões e as decisões que deverão ser tomadas durante a RIO+20.

Eles estarão reunidos em Londres em um grande evento da comunidade científica internacional em meio ambiente que antecede a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada no Rio de Janeiro nos dias 20 a 22 de junho.
Intitulado “Planet Under Pressure” (“planeta sob pressão”), o evento foi organizado pelos quatro programas da Organização das Nações Unidas (ONU) voltados para a área ambiental: International Programme of Biodiversity Science (Diversitas), International Human Dimensions Programme on Global Environment Change (IHDP), World Climate Research Programme (WCRP) e International Council of Scientific Unions (ICSU).

A expectativa dos pesquisadores é que as discussões que serão realizadas durante o encontro em Londres resultem em um documento que possa ser encaminhado por intermédio do ICSU à RIO+20, com um posicionamento em relação à temática da conferência.

Como contraponto ao Zero Draft, um comitê composto por pesquisadores e especialistas na área ambiental de diversos países, designado por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, elaborou outro documento, o Resilient people, resilient planet: a future worth choosing.

Publicado em fevereiro, o relatório aponta os principais problemas ambientais mundiais e quais as alternativas para solucioná-los ou, ao menos, minimizá-los.

Belmont ForumGlaucia Mendes de Souza, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), apresentará durante o “Planet Under Pressure” um pôster explicativo do programa BIOEN.

“Fiquei um pouco surpresa porque a conferência não tem muitas sessões voltadas para a questão da energia, que permeia toda a discussão sobre a pressão sobre o planeta e é responsável, em parte, pelas medidas emergenciais que estão sendo tomadas para controlar as mudanças climáticas”, disse.

Além dos programas de pesquisa da FAPESP, também serão apresentados durante o evento em Londres resultados de outros projetos apoiados pela Fundação, como os do Temático “Urban growth, vulnerability and adaptation: social and ecological dimensions of climate change on the coast of São Paulo”, que teve cinco trabalhos selecionados para exibição.

Criado em 2009, o grupo, integrado pela FAPESP, é formado pelas principais agências financiadoras de projetos de pesquisa sobre mudanças climáticas globais. Entre elas estão a National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos, e o Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido. O objetivo do grupo é tentar promover uma nova maneira de se realizar colaboração internacional em pesquisas na área ambiental.

fonte:
http://ambienteja.info/ver_cliente.asp?id=175556

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