terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Precisa-se de engenheiros

A situação não está pra brincadeira. O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) nos dá a notícia de que a cada ano há um déficit de 20 mil engenheiros no Brasil. No acumulado de poucos anos, não é preciso ser nenhum engenheiro para se calcular o estrago que isso representa na sustentação do desenvolvimento do País. Ao lado disso, e agora os dados são do Ipea, 35% dos formados nas engenharias estão atuando em áreas alheias à função.

Se partirmos para as comparações, o quadro se evidencia como mais preocupante ainda. Para cada mil trabalhadores ativos, por exemplo, o Brasil conta com seis engenheiros; Japão e Estados Unidos, com 25; França, com 15. Limitando-se aos países do chamado BRIC, o Confea nos dá os indicadores de que, enquanto em nosso País formam-se 23 mil engenheiros por ano, na China esses números chegam a 300 mil, na Índia, 200 mil e na Rússia 100 mil.

No que tange às diferentes regiões brasileiras, há outra projeção de dados, desta vez do Censo da Pesquisa no Brasil do CNPq, que não pode passar despercebida, porque nela está a base da produção de novos conhecimentos e da geração de novas tecnologias. Na região Sudeste concentram-se 49% dos pesquisadores nas diversas engenharias; na região Sul, 24%; Nordeste, 18%; Centro-Oeste, 5%, enquanto na região Norte apenas 4%. Limitado ao número de somente pesquisadores doutores, os números continuam desproporcionais. No Sudeste estão 53%, no Sul, 22%, no Nordeste 17%, no Centro-Oeste, 5,3% e aqui no Norte apenas 2,7%.

fonte:
http://blogs.d24am.com/odenildosena/2012/02/14/precisa-se-de-engenheiros/

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