terça-feira, 19 de abril de 2011

Quando o DNA se converte em bits





 Sequenciamento de genoma por chip, com conversão de guanina, citosina, timina e adenina - as bases do DNA - em código binário. Tudo isso pode parecer ficção científica para a maioria das pessoas, mas essa tecnologia já é realidade no Brasil. A Life Technologies, empresa de biotecnologia com sede em Carlsbad, Califórnia, lançou o primeiro sequenciador de DNA que substitui a 'leitura' do genoma a laser pelo sequenciamento de DNA no chip. Com a inovação, a companhia prevê dobrar o tamanho de sua operação no país.
A principal inovação está na leitura do genoma feita diretamente em um semicondutor, o chip Cell, fornecido pela IBM. Os sequenciadores tradicionais faziam uso de placas contendo amostras de DNA e reagentes fluorescentes que, estimulados por laser, destacavam as diferentes bases da cadeia de DNA, de acordo com a acidez de cada uma delas. Essas placas formavam então listas de pontos claros e escuros. A leitura desses pontos era feita a olho nu ou com câmeras. Esse processo levava semanas e o custo do sequenciamento era alto. A primeira pesquisa de sequenciamento do genoma humano custou US$ 300 milhões.
O sequenciador da Life Technologies, lançado globalmente em dezembro do ano passado e que chega agora ao Brasil, usa o chip como base para o sequenciamento do genoma. O semicondutor, de 1 centímetro de diâmetro, tem em sua base dois círculos, onde são inseridas as amostras de DNA com uma solução salina. O material é absorvido por 1,3 milhão de micro-orifícios, conforme a acidez de cada base do DNA. O sequenciamento é feito sem laser, câmeras e reagentes fluorescentes.
A vantagem é a redução no custo da pesquisa, afirma o principal executivo da Life Technologies para América Latina, Gianluca Pettiti.

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